livro_vermelho_2018_vol1.pdf (www.gov.br)
O estudo foi realizado por 1.270 cientistas sob a coordenação do ICMBio.
Por Mariana G. Menezes
O Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2018), divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é uma referência sobre o status de conservação de 12.254 espécies. A versão atualizada do estudo mostra que houve um aumento de 546 espécies ameaçadas em relação à versão anterior (2003). Por outro lado, foram retiradas 170 espécies que constavam como ameaçadas.
O estudo foi realizado por 1.270 cientistas sob a coordenação do ICMBio e compilado em sete volumes, dos quais o primeiro volume apresenta um resumo do processo e resultados e os demais trazem informações sobre as espécies ameaçadas de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados.
As espécies estão distribuídas em dez categorias e quatro delas são consideradas ameaçadas: Extinta na Natureza (EW), Criticamente em perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).
Na avaliação das espécies foram compiladas informações sobre taxonomia, distribuição geográfica, história natural, população, ameaças, ações de conservação, presença em unidades de conservação e pesquisas existentes e necessárias. Além disso, apresenta também uma justificativa para sua categoria de risco de extinção.
As 1.173 espécies de fauna ameaçadas de extinção incluídas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2018) se encontram oficializadas nas Portarias MMA nº 444 e 445, 2014.
Algumas espécies citadas no estudo que foram retiradas da categoria de ameaçadas são a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris), peixe grama (Gramma brasiliensis), aranha-de-teia-de-solo (Anapistula guyri). Porém, é necessária a manutenção das medidas de conservação para que se evite um novo risco de extinção.
De acordo com estudo a saída das espécies da lista não significa necessariamente que tenha-se obtido uma melhoria na conservação dessas espécies. Pode-se considerar diversos motivos como, a atualização das informações de forma mais depurada e precisa, ajustes na aplicação de métodos, novos registros, entre outros. (...)
Fonte: www.wwf.org.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário